Entrevista: Emanuela Nogueira, influenciadora e editora-chefe, fala sobre carreira e k-pop no Brasil  

Entrevista: Emanuela Nogueira, influenciadora e editora-chefe, fala sobre carreira e k-pop no Brasil  

31/05/2021 Off Por Redação

Emanuela Nogueira (Reprodução/Internet)

Hoje estamos trazendo aqui no BRATIPO, uma entrevista muito legal com a editora-chefe de música e k-pop do BreakTudo e influenciadora digital Emanuela Nogueira, bastante conhecida quando falamos de cultura k-pop no país. Nas redes sociais ela possui mais de 115 mil seguidores, sendo o TikTok a plataforma na qual ela é mais popular.

Nascida em São José dos Campos, interior de São Paulo, Emanuela contou que teve seu primeiro contato com a cultura sul-coreana em 2009 quando tinha apenas 12 anos mas, ela não sabia que as músicas que escutava era consideradas “k-pop”. Depois de um afastamento na pré-adolescência, ela se reconectou com a cultura novamente no final de 2015 e resolveu fazer parte dos fandoms para entender melhor como tudo funcionava.

Sempre muito eclética, a colunista diz que no inicio, ficou com muito receio de contar para as pessoas que tinha começado a ser fã de grupos desse gênero: “Fiquei receosa pois sempre fui considerada a ‘pop/rock girl’ entre meus amigos. Como o k-pop era um universo totalmente diferente do que estávamos acostumados, eu fiquei curtindo o gênero musical em segredo, sem contar para as pessoas próximas a mim com medo de escutar alguns comentários ofensivos com os quais eu estava admirando. Manter isso em segredo com certeza foi o pior erro da minha vida.”

Ao ser questionada pelo o que a fez mudar de ideia, Emanuela diz que sempre lia comentários muito ofensivos sobre o gênero e que no início, o k-pop era muito confuso, tanto em questões de como a indústria do entretenimento funcionava, quanto entender que nem todas as músicas sul-coreanas eram k-pop:

“Realmente, no inicio eu ficava muito perdida. Eram palavras como ‘maknae, debut, comeback, bias’ e eu me perdia muito fácil. Na época, não haviam tantos sites que me guiavam para um caminho certo e nem tantos influencers falando sobre isso como nós temos hoje, então eu tive que me virar sozinha para fazer amizades e fazer perguntas como essas. Eu queria me informar a todo o momento, então fazer parte disso e ajudar os k-popper mais novos se tornou uma meta para mim.”

Advertisement

Como foi o grande passo que você deu entre ser fã e ser uma ponte de comunicação sobre o k-pop no Brasil?

“Como eu havia dito, eu tinha receio de contar para as pessoas que eu era k-popper e creio que assim como eu, muita gente ainda guarda isso em segredo. Eu me lembro de sair com alguns amigos e ficávamos mexendo no celular, aí passava algo sobre kpop e eu queria provar que não sabia de nada, ficava perguntando na timeline coisas que eu já sabia só pra eles verem que eu não entendia nada, até que em 2018 eu conheci uma pessoa muito importante pra mim, que tinha uma amiga em comum comigo. Quando eu a conheci, eu perguntei sobre o que ela gostava e alguns amigos ficaram zoando falando que era k-pop. Na hora, eu esqueci que eles estavam ali e comecei a perguntar o nome dos grupos e membros que ela gostava, até que me dei conta que uma amiga falou ‘EMANUELA COMO VOCE SABE DISSO?’ E foi ali que todos descobriram que eu realmente era k-popper.  De inicio eu sempre quis tentar informar uma galera sobre o que estava acontecendo, nem que fosse o mínimo. Acho que esse foi o meu grande propósito”.

Quando foi que você finalmente resolveu escrever para grandes sites?

“Em 2019, eu seguia um site chamado BreakTudo pra acompanhar algumas notícias do entretenimento mas parecia que faltava um pouco de k-pop por lá (risadas). Mandei uma mensagem e expliquei que queria escrever sobre k-pop no site. Eu não tinha uma formação como Jornalista na época mas tinha como Pedagoga, o que me habilitou para ter uma boa escrita no site. Eles me acolheram de braços abertos e estou com eles até hoje como fonte de k-pop. Quando se entra do mundo de k-pop, nós também somos levados pra outros mundo, tanto do k-h&h, k-r&b e k-dramas. Após eu entrar no universo de dramas sul-coreanos, me tornei colaboradora no site Séries em Cena, um parceiro editorial da MTV Brasil. Lá eles também me acolheram muito bem e os redatores do Asia Edition também abrem portas para abordar sobre dramas de outros países do leste asiático.”

E pra finalizar nossa entrevista, o que você pretende realizar no futuro?

“No BreakTudo, eu já tive oportunidades de ir em eventos e entrevistar alguns artistas que admiro, mas acho que em um futuro próximo, eu pretendo crescer mais profissionalmente. Após minha pós-graduação em Jornalismo, eu espero poder guiar outros caminhos, talvez alguma criação de revista digital ou podcast falando mais sobre a Hallyu. Também pretendo estudar mais pois um dia eu espero entrevistar meus grupos ultimates (risos). Imagina entrevistar algum membro do BTS, GOT7, Golden Child ou STAYC? É um sonho fazer o teste entre o lado de fã e profissional. Na hora vou fingir costume mas depois eu vou agradecer pelo melhor momento da vida (risos). Mas é isso, espero que mais portas se abram para mim e espero que a galera fique informada, tanto para quem já está no universo do k-pop, quanto para quem está entrando agora.”